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quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Intromissão




Há dias de confusão, em que à volta tudo se agita, e tudo se contorce em caos. Há dias em que me sinto inadaptada a viver no meio de tudo isto. Não consigo pensar claramente, não estou confortável, o meu corpo exige-me distância, o meu coração contrai-se. Há dias de tanto ruído, em que só quero chegar ao quente e ao silêncio de qualquer sitio, menos este. Este, onde as luzes ferem a vista, onde os sons agridem os ouvidos, onde as vozes são irritadas e ressentidas, onde o pó paira no ar, onde nada está criado para a Harmonia e a Paz.
Há dia sem que só quero sair daqui, como se fosse agredida a cada instante. Recolher-me ao meu espaço, ao meu silêncio criado por mim e para mim, onde só sei ser quem Sou, expandida, inteira, intensa. Aqui sou metade.

E nestes dias fujo, não quero ver ninguém, não quero ouvir ninguém, não quero ter que ser ninguém. Nestes dias, quero ser Só eu comigo, centrada no meu coração, para me apaziguar, para me devolver à minha energia original, para me devolver ao Amor que Sou, e no qual quero viver sempre. Sem dias destes.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Hoje estou farta de todas as palavras que já escrevi, que já disse, estou farta de tudo o que tenho sido e sou. Hoje não me apetece nada que me seja familiar e corriqueiro, apetece-me navegar em ondas desconhecidas e sentir o desabrochar de novas cores dentro de mim!



sábado, 3 de janeiro de 2015

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Onde me arrumo...

De dentro para fora. Desdobro as emoções com se fossem uma peça de roupa. Tento entender onde pertencem, o que tiram de mim, o que deixam em mim, o que me ensinam, o quanto me fazem sorrir ou chorar. E tantas vezes volto a enrolar tudo e a arrumar cá dentro, sem saber muito bem em que prateleira os colocar. E às vezes sinto que aqui, há um roupeiro cheio de roupa de estações anteriores, que já não servem para nada, amontoadas, desbotadas, mas às quais não consigo dar outro destino, que não seja a morada conhecida, cómoda e aquecida do meu coração. Acho que estou está a precisar, de uma daquelas chamadas limpezas de Primavera. Talvez a faça agora no Outono.

domingo, 14 de outubro de 2012


Nem sempre sei para onde vou, nem  qual será o meu abrigo, ou se vou sequer conseguir manter-me em segurança. Mas sei sempre porque viro costas e vou embora.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Infinitude...

A praia está quase deserta, e sol esconde-se por entre as nuvens, e meu corpo mergulha num mar sem fim. E funde-se... e deixa que tudo o que não interessa, seja levado pelas ondas que lhe tocam. E sente...
E por um momento, tenho o infinito dentro de mim.

domingo, 2 de setembro de 2012

Deixar ir...


Tenho saudades! Saudades de coisas, de cheiros, de lugares, de pessoas, do que fui, do que fiz, saudades nem sei do quê. Saudades infinitas deste mundo, e de outros, porque não sei ao certo onde começam e onde acabam.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Vou mergulhar...


... no mar da minha essência, no desconhecido de mim, na imensidade do todo contido no meu coração. Vou mergulhar e procurar tesouros.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012


Mostra-me que há mais, mostra-me o que já não consigo ver, mostra-me que há amanhã. Já posso?

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

"Já te puseste no lugar dela?"

Fazendo uma análise da minha vida percebo que durante imenso tempo, sofri com a tristeza que poderia estar a causar alguém. Sofri quando era criança e os meus pais ficavam tristes comigo, sofri quando deixei de amar e fiz sofrer quem ainda me amava, sofri quando vi lágrimas a correr na cara das pessoas de quem gostava.
Foram anos e anos em que sempre me coloquei no lugar dos outros, e que por isso deixei de fazer imensas coisas que queria. Unicamente, para não fazer sofrer ninguém.

Hoje em dia já consigo perceber que muitas vezes, há decisões que temos que tomar, que não podem ser adiadas ou alteradas porque nos colocamos no lugar dos outros e tomamos as suas dores. Há decisões que fazem sofrer os outros sim, mas que fazem parte do nosso caminho, fazem parte da luta pela nossa própria felicidade.
Colocar-me no lugar dos outros… Sim continuo a fazê-lo, mas confesso que se o fizesse sempre, como o fiz durante tantos anos, desistiria de fazer coisas que faço, desistiria de pessoas que quero na minha vida, desistiria por vezes de tentar ser feliz. 

Temos que respeitar os outros, não magoar ninguém gratuitamente, temos que ser íntegros e bondosos, mas não podemos entender tanto os outros, ao ponto de boicotarmos a nossa vida e a nossa natureza, para que não sofram.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Segurança


E ela caminha segura pela estrada. Já deixou para trás o peso supérfluo, já se livrou da pele de antigamente, e exposta ao sol e ao vento olha agora para a estrada deserta, com alegria no peito. Sem certezas, nem promessas, apenas com esperança, com fé de que está no caminho certo, e de que os passos que dá a irão levar ao paraíso.

terça-feira, 5 de junho de 2012



Estranho-me… Mas se me estranhasse apenas a mim… Mas não! Estranho o mundo, estranho aqueles que amo. Estranho sentimentos que sempre senti, rotinas que sempre tive, estranho a vida e a morte.  
Depois tenho que ficar sossegada à espera que passe. Passa sempre! Até um dia, talvez, em que me estranhe para sempre e nunca mais saiba quem eu sou, e quem tu és.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Erosão



Constantemente desafio os meus pré-conceitos, medos, dúvidas, ideias fixas, decisões. Surpreendo-me a cada passo que dou, porque achava que nunca seria possível, mas lá vou avançando. Sempre respeitando aquilo que sinto, aquilo que nasce no meu coração e que não pode lá ficar, sempre respeitando os meus instintos e intuição.
E dentro das estruturas rígidas da minha mente, de repente a pedra começa a ceder, e a deixar entrar a água que vai inundar todo um mundo de ideias velhas, e desactualizadas.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

A subir...

Tem havido momentos conturbados, de completo confronto comigo mesma, com os meus medos, padrões, bloqueios. Depois algo se resolve dentro de mim, e subo mais um degrau na escada energética da minha vida e do meu ser.       
Sei que será assim muitas vezes, porque a vida é um aperfeiçoamento constante de nós mesmos, e da nossa forma de nos relacionarmos connosco, e com os outros, de outra maneira, para mim, não fazia qualquer sentido a existência humana.
No meu caso, toda a aprendizagem espiritual que tenho feito, todas as técnicas de limpeza energética e de cura, que tenho aprendido e utilizado, têm-me conduzido a novas questões, mas após a fase convulsa, vem sempre a resposta e a resolução, e sinto-me subir mais um pouco.
Nem sempre é fácil, a sensibilidade está à flor da pele, choro muito mais, mas também me rio com muito mais brilho dentro de mim, olho para dentro de mim todos os dias, goste ou não goste, estou atenta aos meus pensamentos, palavras e acções para com os outros e para comigo, e isso às vezes cansa-me um pouco.
Mas por outro lado já consigo sentir paz na maior parte do tempo, e quase sempre, em harmonia com as pessoas que estão à minha volta, vejo um caminho, vejo um sentido na vida e na morte, vejo o amor com outra liberdade e leveza, sinto-me cada vez mais livre. São mudanças subtis por vezes, talvez nem toda a gente repare nelas, mas eu sinto-as, sou mais feliz assim, e acredito que poderei fazer os outros mais felizes também. Por tudo isto, já não saberia viver de outra forma.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Haja loucura



Haja paixão no que fazemos, haja arrebatamento, coração a bater forte, haja amor em cada passo dado, em cada pedra do caminho, em cada obstáculo.
Haja loucura em cada gesto normal, haja tudo de nós, em cada momento vivido.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Mas não há luz nesta estrada?

Continuo a caminhar, mas neste momento, já não sei onde me leva o meu caminho. Não consigo ouvir ecos, não consigo vislumbrar luzes, sinais de vida, não consigo sequer ouvir o meu coração. Sei que ele bate descompassado, mas as mensagens são confusas e não consigo decifrá-las.
Luz, luz, luz...

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Vida frágil



A vida é um fio tão frágil, quanto um sopro.

Para quê guerras, raivas, ressentimentos, ódios, violência? Para quê tanta ambição desmedida, tanta falta de escrúpulos, tanta hipocrisia, tanta maldade?
Na hora de sofrermos a sério a dor fisica, a degradação da saúde e da vida, o que conta é quem nos ama, e que fica ao nosso lado e nos dá a mão, são os afectos que semeámos ao longo da vida, que vão lá estar connosco, no nosso coraçao, à nossa volta.
Nos momentos de doença, e da morte somos todos despidos de tudo, o que nos cobriu a vida inteira. Somos todos iguais. Somos apenas matéria inerte, à mercê de uma força maior, e energia universal, que vibra com mais ou menos intensidade, conforme a nossa vida tenha sido mais ou menos repleta de amor.

A vida é um poema de amor. Que saibamos fazer as mais belas rimas!

sábado, 21 de abril de 2012

Sentir a terra


Pés na areia da praia, no mar, ligada à terra que me sustem e que me alimenta. Pés no chão descalços, a libertar toda a tensão dos dias, a deixar que a energia mais pesada que carrego, se liberte e se dissolva num mar de energia vibrante.

sexta-feira, 20 de abril de 2012