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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016



Sabemos que a queda pode ser dolorosa porque já caímos muitas vezes no vale profundo, onde as lágrimas nos consumiram e onde julgámos não haver saída. E ainda assim, carregando em nós as marcas de cada uma dessas quedas, caminhamos à beira da falésia que dá para o mar imenso de sentimentos. O mar atrai-nos, os sentimentos são muito fortes e impulsionam a entrega, impelem a continuar. Sim, sabemos que apenas um passo à frente, há o desconhecido, e nesse espaço todas as possibilidades estão em aberto, mas escolhemos caminhar assim mesmo, sem arnês, e às vezes quase de olhos fechados. Porque com eles fechados, sente-se melhor o vento, respira-se mais a brisa, encontra-se melhor o coração do outro. E tudo vale a pena, quando dois corações se encontram com esta disponibilidade, para percorrer o caminho à beira da falésia que dá para o mar… De mãos dadas! 

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Sonho?


Ela às vezes fica assim, meio parada, e às vezes até fecha os olhos, e às vezes até respira mais fundo, e às vezes até se toca para ver se realmente está ali… Para ter a certeza que tudo o que está a viver, é real.
É que nem nos momentos de maiores devaneios, em que sonhou e idealizou o que era para ela, a relação de amor que lhe “enchia as medidas”, ela conseguiu imaginar tudo o que vive agora.
Em nenhum desses sonhos, ela sentiu o calor, a ternura, o amor, a segurança, o fogo, o aconchego, o poder, daquele abraço.
Em nenhum desses sonhos ela viu a doçura, a força, a pureza, a transparência, a calma, a água límpida e cristalina, daquele olhar.
Em nenhum desses sonhos ela imaginou, o sabor e o toque quente e excitante, do corpo daquele homem.
Em nenhum desses sonhos ela imaginou toda a profundidade, toda a luz, toda a beleza, toda a paleta de cores interiores daquele ser, que ela ama.
Em nenhum desses sonhos, ela sentiu o que era ser amada daquela forma tão forte, tão pura, tão natural, tão livre e tão intensa.

É que os sonhos podem ser muito belos, mas nada se compara ao arrepio da pele, ao bater forte do coração, às lágrimas de felicidade nos momentos de maior emoção... Isso ninguém consegue saber ao que sabe, até provar! J